Amamentar: porque os bebés e as mães merecem o melhor

8 Ago, 2018

 

Cada vez mais, as mães decidem amamentar e fazem-no durante mais tempo. Hoje, conhece-se como nunca os benefícios únicos que esta decisão comporta para a saúde do bebé e da mãe. As famílias ganharam uma nova consciência e a legislação e as empresas acompanharam a evolução científica e social. E porque os bebés que não mamam também merecem o melhor, cresce a aposta em investigação para reproduzir as características nutritivas e protetoras do leite materno, considerando-o o gold standard.

Nas últimas duas décadas, a percentagem de mulheres portuguesas que amamentam até aos três-quatro meses de vida dos filhos quase duplicou, passando de 35% para 60%. Estes dados resultam de um estudo do Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e da Escola Nacional de Saúde Pública, divulgado no último trimestre de 2017. A investigação partiu de uma amostra de 5912 mulheres entre os 15 e os 55 anos, com base em quatro Inquéritos Nacionais de Saúde (1995/96, 1998/99, 2005/06 e 2014).

Esta evolução da prevalência e duração da amamentação resulta de inúmeras causas, desde um maior conhecimento sobre o tema até a fatores sociais.

Em 1981, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou o Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno (vulgo Código da OMS), com um conjunto de recomendações para os Estados-membros desta entidade. O objetivo é «contribuir para a provisão de uma nutrição segura e adequada, às crianças, através da proteção e promoção da amamentação, garantindo uma utilização apropriada de substitutos do leite materno, quando necessários, com base em informação e circuitos de marketing e distribuição corretos», lê-se no documento. Este Código recomenda o aleitamento materno em exclusivo durante, pelo menos, os primeiros seis meses de vida do bebé.

O empenho em melhorar a saúde das crianças desde o primeiro momento estendeu-se a governos, organizações não-governamentais, associações profissionais, cientistas e à indústria alimentar. «Tem sido um esforço conjunto. Nunca existiu tanta informação e tão acessível como atualmente», enaltece Maria Helena Canário, Nutricionista da Nestlé Portugal.

 

Nutrir, proteger e amar

Hoje, sabe-se que o leite materno é o melhor para o crescimento e desenvolvimento do bebé, com um duplo efeito nutritivo e protetor, e também para a mãe. Para não falar do aspeto prático da amamentação – sempre disponível, à temperatura ideal e gratuito.

«O leite materno tem uma dinâmica única do ponto de vista nutricional e ajusta-se às crescentes necessidades do bebé e à sua velocidade de crescimento», destaca Diana Rodrigues, Nutricionista da Nestlé Portugal. Muda de cor e consistência ao longo de três fases. O colostro (primeiros cinco dias após o nascimento) tem muitas proteínas, água e sais minerais e pouca gordura. Segue-se o leite de transição (6 a 14 dias após o nascimento). Nessa altura, a quantidade aumenta e torna-se gradualmente mais parecida com a do leite maduro (cerca de duas semanas após o nascimento). Este último comporta menos de metade da proteína do colostro e mais gordura.

Mesmo ao longo do dia, o leite materno altera-se em função das necessidades do lactente: é mais rico em lactose de manhã, enriquece em lípidos a meio do dia e à noite prevalecem as proteínas. Durante cada mamada, o leite adapta-se também às exigências do bebé. No início, é quase transparente e muito generoso em água e açúcar, para satisfazer a sede; depois, torna-se mais espesso e abundante em lípidos e proteínas, para saciar.

Perfeitamente adaptado às necessidades nutricionais do bebé, o leite materno é baixo em sódio, «hipoalergénico» e contém o equilíbrio ideal de vitaminas, minerais, hidratos de carbono, proteínas, enzimas e ácidos gordos essenciais. Ao conciliar-se de forma natural com o sistema digestivo do recém-nascido, diminui o risco de diarreias, obstipação e flatulência. Outra vantagem é o facto de ser rico em anticorpos e de possuir culturas probióticas ativas, os quais fortalecem o sistema imunitário e, consequentemente, reduzem o risco de infeções bacterianas e a suscetibilidade a doenças infantis. Os benefícios estendem-se ao longo do tempo e poderão influenciar a vida futura, pois têm um efeito preventivo de várias doenças metabólicas, tais como a obesidade, a hipertensão ou a diabetes tipo 2.

Por outro lado, o leite materno proporciona uma experiência sensorial intensa, ao mudar de sabor de acordo com a alimentação da mãe. A amamentação é a continuação natural da educação progressiva do palato do bebé, iniciada a partir da 12.ª semana de gravidez, e ajuda, mais tarde, na diversificação alimentar. «Daí a importância de a mãe fazer uma alimentação variada e equilibrada», explica Diana Rodrigues.

Não obstante as vantagens ao nível da nutrição, um dos aspetos mais singulares da amamentação transcende o ato de alimentar. Trata-se de um momento ímpar de cumplicidade entre a mãe e o bebé, que nesse período estabelecem e fortalecem laços afetivos únicos.

Para a mulher, os benefícios também são inúmeros. Uma das hormonas libertadas durante a amamentação – a oxitocina – auxilia o útero a recuperar o seu tamanho, forma e tonicidade. Entre outras funções, ajuda a relaxar e favorece a remineralização óssea, o que diminui o risco de osteoporose após a menopausa. Estudos científicos indicam ainda que a amamentação a longo prazo diminui o risco de cancro da mama, ovários e útero. Além disso, ao amamentar, o organismo aumenta a taxa de gasto energético, ajudando a mãe a perder peso. Em alguns casos, a amamentação exclusiva e frequente pode mesmo funcionar, durante essa fase, como um contracetivo natural.

 

«Todos podem ajudar»

Preparar a etapa da amamentação e mantê-la requer apoio coletivo. Esta premissa deu o mote à Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2017, com o tema «Sustaining Breastfeeding Together». Esta é uma das iniciativas a que a Nestlé se associa todos os anos. Para celebrar a efeméride, em 2017, desenvolveu a campanha «Amamentar é um trabalho de equipa». Conforme explica Helena Canário, o intuito foi realçar que, para amamentar, a mãe precisa de todos: «dos profissionais de saúde; dos colegas de trabalho que colaboram para que a recém-mamã possa ausentar-se para extrair leite ou ir para casa; do marido e restantes familiares que asseguram um ambiente tranquilo e ajudam nas tarefas domésticas». E o pai não deve ser esquecido no processo de aleitamento, pois «pode dar biberão, igualmente com muito amor e carinho, com o leite materno».

Pai e bebé  

 

Empresas amigas dos bebés

Para a maior preponderância e duração da amamentação contribuem também as licenças parentais mais longas e flexíveis. A lei portuguesa estipula que a mãe cumpra seis semanas de licença após o parto e que inicie de seguida uma licença parental por um período de 120 a 180 dias, que pode ser partilhada por ambos os progenitores.

Porém, muitas mulheres ainda regressam ao trabalho antes de o bebé completar seis meses, o que leva a que algumas interrompam a amamentação em exclusivo e antecipem a diversificação alimentar. «Umas vezes, porque a mãe gostaria de ser ela a dar a primeira sopa ou papa; outras porque voltar ao ativo e continuar a amamentar torna-se num desafio», comenta Helena Canário.

De modo a minimizar eventuais constrangimentos, algumas empresas têm ido ao encontro das necessidades das mamãs criando espaços apropriados onde podem extrair o leite, de forma tranquila e confortável, e conservar os biberões. A Nestlé é um dos exemplos, disponibilizando mais de 300 salas para esse efeito, em todo o mundo, incluindo o Cantinho da Amamentação, na Sede em Portugal. A Companhia defende o aleitamento materno, tendo sido a primeira empresa a abraçar o Código da OMS. «O nosso compromisso diário é “Começar Saudável, Viver Saudável”. E isso significa começar com leite materno, sempre que possível», sublinha Helena Canário.

Sala de Amamentação 

Sala de Amamentação da Nestlé Portugal

 

Todos os bebés merecem o melhor

Seja por opção ou por impossibilidade, algumas mulheres não amamentam. Para garantir alternativas de nutrição adequadas e seguras, a indústria alimentar tem vindo a apostar na investigação. É o caso da Nestlé, com uma experiência de mais de 60 anos e várias unidades dedicadas a esta área de pesquisa, como o Nestlé Research Center e o Nestlé Nutrition Institute. Aliás, ajudar recém-nascidos que não podem ser amamentados faz parte da génese da Companhia – começou com a farinha láctea criada por Henri Nestlé.

A Companhia considera que o leite materno é o gold standard e, como tal, é o ponto de partida da investigação que realiza na área dos substitutos maternos. «Todos os bebés merecem o melhor. Por isso, queremos perceber de que forma é possível aproximarmo-nos, cada vez mais, do leite materno», explica Diana Rodrigues. Recentemente, a Nestlé deu um passo gigante nesse sentido. «Até há pouco tempo, só tinha sido possível reproduzir características nutritivas do leite humano, como aproximar a proteína, o equilíbrio da gordura e os hidratos de carbono. Agora, conseguimos copiar duas moléculas que conferem efeitos protetores. É extraordinário!», comenta entusiasmada a mesma responsável. A Nestlé foi pioneira mundial nesta conquista e Portugal foi o segundo mercado a lançar a nova fórmula infantil que reproduz estas moléculas.

 

Rigor desde a composição ao marketing

Como defensora do aleitamento materno em exclusivo nos primeiros seis meses de vida do bebé (pelo menos), a Companhia rege-se ao nível global pela Política e Procedimentos da Nestlé para a Implementação do Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno da OMS. Criada em 1982, já foi revista e melhorada várias vezes, em colaboração com entidades como a OMS, a UNICEF e organizações da sociedade civil. Além disso, cumpre as disposições da Diretiva 2006/141/CE da Comissão, de 22 de dezembro de 2006, relativa às fórmulas para lactentes e fórmulas de transição. Em Portugal, a Nestlé respeita também o Código da Associação Nacional da Indústria de Alimentação Infantil e Nutrição Especial.

Entre outros aspetos, as diversas normas existentes regulam a composição, rotulagem e comercialização das fórmulas para lactentes e proíbem a publicidade, oferta de amostras ou qualquer outro tipo de promoção direta ao Consumidor relativas a leites dos zero aos seis meses. Este tipo de práticas também não pode chegar ao público através dos profissionais de saúde. Por isso, «só partilhamos evidências científicas», esclarece Helena Canário.

E se uma mãe contactar o Serviço ao Consumidor da Nestlé a pedir informações ou sugestões sobre substitutos do leite materno? «Não podemos dar essa informação nem fazer qualquer recomendação. Reforçamos que o leite materno é o melhor para o bebé e que antes de optar por qualquer fórmula infantil deve consultar o seu profissional de saúde», explica. Quando a equipa de Nutrição Infantil faz apresentações dirigidas a mães ou grávidas, o procedimento é igual, não apresentando marcas nem produtos.

Além de monitorizar as suas próprias práticas, a Nestlé submete-se, regularmente e em diferentes países, a auditorias independentes para verificar a conformidade com o Código da OMS.

A atuação comercial responsável da Companhia permite que esteja incluída, desde 2011, no FTSE4Good Index, o único índice de responsabilidade de investimento global com critérios claros sobre o marketing de substitutos do leite materno. «Fomos a primeira empresa de substitutos do leite materno a conseguir entrar neste índice e temo-lo renovado consecutivamente», conta com orgulho Helena Canário. Mais uma conquista com o propósito de continuar a melhorar a qualidade de vida e contribuir para um futuro mais saudável.

 

   

A amamentação desempenha um papel fundamental na saúde e no desenvolvimento das crianças:

  • Fornecendo a nutrição ideal para o crescimento e desenvolvimento saudáveis;
  • Ajudando a construir um sistema imunológico forte; Incentivando um forte vínculo entre a mãe e o bebé.

Também é benéfica para a saúde da mãe:

  • Permitindo que recupere mais rápido após o parto;
  • Protegendo-a contra certas doenças.

 

Excerto da Política e Procedimentos da Nestlé para a Implementação do Código Internacional de Marketing de Substitutos do Leite Materno da OMS

 

  

 

A Nestlé ajuda a saber mais sobre a amamentação, em: