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Chocolate preto e performance física

 

O chocolate preto tem sido enunciado pelos seus efeitos positivos na saúde cardiovascular. Um estudo recente revela agora outro benefício: o chocolate preto pode ter um contributo extra para os entusiastas do desporto.

No estudo, levado a cabo pela London’s Kingston University, foi descoberto que o chocolate preto fornece benefícios semelhantes aos do sumo de beterraba, consumido regularmente por alguns atletas após estudos terem revelado que pode melhorar a performance. O sumo de beterraba é rico em nitratos, os quais são convertidos em óxido nítrico no organismo, contribuindo para a dilatação dos vasos sanguíneos e diminuição do consumo de oxigénio – permitindo aos atletas fazer exercício mais exigente e mais duradouro.

Na investigação em causa, tentou saber-se se o chocolate poderia fornecer esta “energia” extra, uma vez que contém epicatequina, um tipo de flavonoide que se encontra nas favas de cacau, que aumenta a produção de óxido nítrico. Para testar esta teoria foi efetuado um estudo com ciclistas.

Após os testes físicos iniciais, de forma a estabelecer uma base de comparação, os participantes foram divididos em dois grupos. Ao primeiro grupo foi pedido que, durante uma quinzena, substituísse um dos seus snacks diários por 40g de chocolate preto, conhecido como uma boa fonte de flavonoides. O segundo grupo, de controlo, substituiu um dos snacks diários por 40g de chocolate branco.

Os efeitos do consumo diário de chocolate nos atletas foram medidos numa série de exercícios de ciclismo, num laboratório de performance desportiva. O batimento cardíaco e o nível de consumo de oxigénio foram medidos durante a prática de exercício moderado e provas “contra-relógio”. Após sete dias de intervalo, foi trocado o tipo de chocolate consumido nos dois grupos e os tipos de exercícios foram repetidos, durante outra quinzena.

O estudo concluiu que, após a ingestão de chocolate preto, os atletas consumiam menos oxigénio durante o ciclismo de grau moderado, além de percorrerem uma distância maior nas provas de “contra-relógio” de 2 minutos.

Os resultados abrem a porta a mais pesquisas que poderão tornar o chocolate preto parte da alimentação dos atletas de resistência. Quer o chocolate preto quer a beterraba aumentam o óxido nítrico, que se acredita ser o principal mecanismo responsável por este resultado.

O responsável do estudo, deseja agora investigar qual a quantidade ótima de flavonoides no chocolate preto, para aumentar o nível de resistência, e comparar os seus efeitos com os do sumo de beterraba, bem como testar a influência da combinação do consumo de ambos.

 

PATEL, R., BROUNER, J. e SPENDIFF, O. (2015), “Dark chocolate supplementation reduces the oxygen cost of moderate intensity cycling”, Journal of the International Society of Sports Nutrition, 12, (1).