A nossa ambição é promover sistemas alimentares regenerativos à escala.

A ambição da Nestlé de promover sistemas alimentares regenerativos à escala significa:

• Avançar: dar voz à Nestlé e utilizar a sua influência para impulsionar o progresso, em colaboração com outros.

• Sistemas alimentares regenerativos: sistemas que vão além da redução dos impactos negativos e procuram restaurar ativamente os ecossistemas, fortalecendo simultaneamente as bases sociais, económicas e de direitos humanos das quais depende a produção alimentar, para que os sistemas alimentares possam sustentar a natureza, as pessoas e os meios de subsistência a longo prazo.

• À escala: porque o planeta, as comunidades e os indivíduos necessitam de mudanças globais e sistémicas.

O sistema alimentar global encontra-se num momento crítico. Os efeitos do aquecimento global, a consequente perda de natureza e biodiversidade e os fenómenos meteorológicos extremos são cada vez mais evidentes. As alterações climáticas estão a acelerar a degradação dos recursos naturais e a afetar os ecossistemas dos quais dependemos para produzir alimentos.

Contribuímos para enfrentar estes desafios através de iniciativas-chave – o nosso plano integrado de transição climática e da natureza The Roots of Net Zero, o Nestlé Agriculture Framework, e o Human Rights Framework and Roadmap (pdf, 11Mb), que apoiam o nosso crescimento contínuo e a nossa capacidade de servir as futuras gerações de consumidores.

O nosso objetivo é contribuir para que a agricultura regenerativa se torne a abordagem de referência em toda a indústria alimentar, abordando de forma integrada as dimensões ambiental, climática e social. Esta transformação vai além da adoção de práticas individuais e centra-se na evolução dos sistemas agrícolas para modelos que gerem resultados positivos a longo prazo para as pessoas, a natureza e o clima.

Reconhecemos que transformar a forma como os alimentos são produzidos exige tempo e deve ser adaptado a diferentes contextos agronómicos, climáticos e socioeconómicos. Este esforço requer o entendimento e o apoio de todos os intervenientes, desde governos, academia e ONG a empresas do setor, concorrentes, instituições financeiras e comerciantes de matérias-primas. Todos temos um papel a desempenhar para tornar os sistemas alimentares regenerativos uma realidade.

A nossa roda da regeneração – como criamos valor partilhado

Os desafios que enfrentamos, desde o aquecimento global à perda de natureza e biodiversidade, fenómenos meteorológicos extremos, esgotamento de matérias-primas e desigualdade económica, estão intimamente ligados. Procuramos responder a estes desafios através de uma abordagem integrada.

Utilizamos aquilo a que chamamos a nossa roda da regeneração para mostrar como as diferentes áreas em que trabalhamos para Criar Valor Partilhado estão interligadas. Esta reflete o nosso objetivo de gerar valor para as pessoas e os animais de companhia, para as comunidades e para o planeta, assegurando simultaneamente o sucesso do nosso negócio a longo prazo.

Transformar a agricultura para um futuro resiliente

A agricultura regenerativa procura, por definição, melhorar a saúde do solo, a biodiversidade e os recursos hídricos. Promove a adoção de práticas como a redução de fatores de produção sintéticos, a agrofloresta, as culturas de cobertura, a mobilização reduzida do solo, os corredores ripícolas, a gestão integrada de pragas e a gestão integrada da fertilização do solo.

Sabemos que a transição de práticas tradicionais para novas formas de produzir pode ser desafiante. Por isso, seguimos uma abordagem holística que inclui financiamento e incentivos, formação e a criação de procura de mercado para ingredientes provenientes de explorações agrícolas que adotam práticas de agricultura regenerativa.

Até 2030, pretendemos obter 50% do volume dos ingredientes-chave junto de agricultores que adotam práticas de agricultura regenerativa.

Saiba mais sobre os nossos planos para alcançar esta meta.
Saiba mais na secção Environmental Disclosures da 2025 Non-Financial Statement (pdf, 18Mb), tendo em consideração a alteração aos ingredientes abrangidos por este indicador, implementada a partir do exercício financeiro de 2026.

Apoiar uma transição justa


A transição para práticas de agricultura regenerativa, bem como para práticas de conservação e restauro da paisagem e das áreas produtivas agrícolas, deve ser acompanhada por uma transição justa.

É por isso que estamos a ajudar os agricultores fornecendo apoio financeiro, remunerando boas práticas e oferecendo orientação técnica e científica, através de programas como o Nespresso AAA Programa Qualidade SustentávelTM e Income Accelarator. Esta abordagem, juntamente com o respeito e a promoção dos direitos humanos, destina-se a contribuir para uma transição justa que inclui novas práticas ao longo das nossas cadeias de abastecimento.

This is why we are helping farmers by providing financial support, remunerating good practices and offering technical and scientific guidance, through programs like the Nespresso AAA Sustainable QualityTM Program and the income accelerator program (pdf, 800Kb). This approach, along with the respect and promotion of human rights, is designed to contribute to a just transition to new practices throughout our supply chains.

Conceitos-chave explicados 

Transição Justa 
Transição justa refere-se a um quadro destinado a tornar a mudança para sistemas alimentares regenerativos em grande escala tão justa e inclusiva quanto possível, criando oportunidades de trabalho digno e minimizando impactos negativos nos agricultores, trabalhadores e comunidades. Abrange um conjunto de ações destinadas a mitigar o impacto social e económico negativo das ações climáticas e agrícolas, maximizando simultaneamente os benefícios para todas as partes interessadas, especialmente as mais vulneráveis (por ex., agricultores, mulheres, trabalhadores migrantes), por exemplo através do reforço da resiliência, da melhoria dos meios de subsistência e da promoção dos direitos humanos. Exige antecipar, prevenir e abordar os riscos sociais e económicos associados às transições climática e agrícola, apoiando simultaneamente uma partilha justa dos benefícios, como maior resiliência, produtividade e oportunidades de rendimento, em particular para pequenos agricultores, trabalhadores, mulheres e trabalhadores migrantes que possam ser afetados de forma desproporcionada.  

Sistema alimentar regenerativo 
Um sistema alimentar regenerativo é aquele que vai além da redução de danos para restaurar ativamente os sistemas ecológicos, ao mesmo tempo que reforça as bases sociais, económicas e de direitos humanos de que depende a produção de alimentos, para que os sistemas alimentares possam sustentar a natureza, as pessoas e os meios de subsistência a longo prazo. 

Natureza e biodiversidade

A conservação e o restauro dos ecossistemas são essenciais para garantir a resiliência dos sistemas alimentares a longo prazo e para enfrentar as alterações climáticas.

Conforme descrito no nosso plano integrado de estratégia e transição para o clima e a natureza The Roots of Net Zero, estamos a trabalhar para ajudar a proteger os recursos naturais, em particular as florestas e os ecossistemas naturais, que proporcionam habitats para muitas espécies, armazenam água, absorvem dióxido de carbono e contribuem diretamente para os meios de subsistência dos Povos Indígenas e das comunidades locais. Fazemo-lo através de iniciativas na paisagem, bem como de projetos de reflorestação, e através do abastecimento de ingredientes avaliados como livres de desflorestação.

Por exemplo, o nosso Global Restoration Program desenvolve projetos de reflorestação em larga escala nas nossas cadeias de abastecimento e paisagens de aprovisionamento. Atualmente, contamos com 15 projetos em países como o Brasil, Colômbia, Honduras, Nicarágua, França, Tailândia, Costa do Marfim, Austrália, Vietname e China. Em 2025, 96,9% das nossas principais cadeias de abastecimento de carne, óleo de palma, pasta e papel, soja, açúcar, cacau e café foram avaliadas como livres de desflorestação*. Saiba mais na secção Environmental Disclosures da 2025 Non-Financial Statement.


* Este valor de desempenho difere do apresentado na 2025 Non-Financial Statement, devido a uma alteração da metodologia implementada durante o primeiro semestre de 2026. Atualmente, consideramos os volumes de ingredientes reconvertidos para o seu estado fresco original, em vez da sua forma processada.

Conceitos-chave explicados 

Livre de desflorestação 
Livre de desflorestação significa que as matérias-primas abrangidas foram avaliadas como tendo sido produzidas em terrenos que não foram sujeitos a desflorestação ou conversão após uma data-limite específica, que varia consoante a matéria-prima, mas nunca posterior a 31 de dezembro de 2020. As matérias-primas contabilizadas como livres de desflorestação incluem, em parte, matérias-primas sujeitas aos requisitos do Regulamento da UE relativo à Desflorestação. No entanto, o âmbito da métrica divulgada vai além destes requisitos obrigatórios específicos de determinadas jurisdições, no contexto da abordagem global da Nestlé à desflorestação.

Iniciativa na paisagem 
Programas no terreno, com múltiplas partes interessadas, destinados a definir objetivos comuns, desenvolver ações coletivas conciliando diferentes interesses e monitorizar o progresso na melhoria dos resultados sociais, ambientais e económicos à escala da paisagem, dentro da área geográfica mais ampla que envolve os terrenos agrícolas utilizados para produzir as nossas matérias-primas agrícolas.

Combater as alterações climáticas

O plano de transição climática atualizado da Nestlé baseia-se numa realidade fundamental: somos uma empresa dependente da natureza e profundamente enraizada nas comunidades agrícolas. O sucesso da empresa a longo prazo depende da resiliência das pessoas, da natureza e do clima, dimensões que devem ser abordadas de forma integrada. Ao reforçar a segurança do abastecimento, reduzir a exposição à volatilidade dos combustíveis fósseis, evitar custos e aumentar a resiliência aos impactos climáticos, a Nestlé pretende seguir uma trajetória de descarbonização que contribua para conservar e melhorar os serviços dos ecossistemas, ao mesmo tempo que cria valor económico e social duradouro ao longo de toda a cadeia de valor.

Acreditamos que enfrentar as alterações climáticas é um imperativo para o negócio. Orientados pela nossa estratégia integrada de clima e natureza e pelo nosso plano de transição Roots of Net Zero, temos como objetivo reduzir as nossas emissões líquidas de gases com efeito de estufa (GEE) em 50% até 2030, tendo como referência o ano base de 2018, e alcançar emissões líquidas nulas até 2050, o mais tardar.* Saiba mais sobre os nossos planos.

Temos orgulho nos progressos alcançados até ao momento.

Por exemplo, estamos a trabalhar para reduzir a nossa dependência dos combustíveis fósseis, mantendo entre 98% e 100% da eletricidade proveniente de fontes renováveis em todas as fábricas, centros de I&D e centros de distribuição próprios no final de cada ano.

Estamos também a integrar soluções baseadas na natureza. Um exemplo disso é o nosso objetivo de obter 50% do volume dos ingredientes-chave junto de agricultores que adotam práticas de agricultura regenerativa até 2030.** Saiba mais sobre os nossos planos para atingir este objetivo.

* As reduções líquidas (%) das emissões de GEE face ao ano de referência de 2018 incluem remoções realizadas nas cadeias de valor e nas paisagens de abastecimento da Nestlé (aguardando a publicação das orientações da SBTi sobre neutralização). Algumas categorias de emissões estão excluídas da nossa meta Net Zero validada pela SBTi. Apesar destas exclusões, 90% das nossas emissões totais de Âmbito 3 estão incluídas no âmbito e na meta Net Zero. 

** Houve uma alteração no âmbito dos ingredientes-chave a partir de 2026. O novo âmbito inclui: cereais e grãos; cacau; coco; lacticínios (derivados e leite fresco); avelãs; café verde; carne, aves e ovos; soja; especiarias; açúcar; legumes e vegetais; e óleos e gorduras vegetais (incluindo óleo de palma).

Conceitos-chave explicados 

Emissões líquidas zero (net zero) 
Em 2019, anunciámos a nossa ambição de atingir emissões líquidas zero de GEE até 2050, o mais tardar. Em 2026, atualizámos o nosso plano com prazos definidos, o Nestlé Roots of Net Zero, que sustenta a estratégia de clima e natureza do nosso Grupo e funciona como o nosso plano de transição alinhado com uma trajetória de 1,5 °C, conforme validado pela Science Based Targets initiative (SBTi). Equilibraremos quaisquer emissões remanescentes através de soluções baseadas na natureza de elevada qualidade, como agrofloresta, silvopastorícia e o restauro de florestas e turfeiras. 

Soluções baseadas na natureza 
As soluções baseadas na natureza (SbN) são estratégias que utilizam processos naturais e ecossistemas para responder a desafios societais, beneficiando simultaneamente as pessoas, o clima e a natureza. As soluções baseadas na natureza são ações destinadas a conservar, gerir e restaurar ecossistemas naturais e modificados, como a agrofloresta, a gestão do solo e o restauro de turfeiras e florestas. 

Serviços dos ecossistemas 
Os serviços dos ecossistemas são os benefícios que os seres humanos obtêm dos ecossistemas, incluindo serviços de aprovisionamento, regulação, suporte e culturais (por ex., fornecimento de alimentos, água doce, regulação do clima, purificação do ar e da água e polinização).