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A importância das competências digitais para o sucesso profissional dos jovens

Especialistas reforçam necessidade de capacitar também os adultos para evitar fosso social
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A importância das competências digitais para o sucesso profissional futuro, o contributo das políticas públicas e das ações levadas a cabo por entidades privadas no sentido de capacitar os jovens nestas competências foi o ponto de partida para o debate que decorreu hoje, numa iniciativa da Nestlé Portugal no âmbito da Aliança para a Juventude.

O debate contou com a participação de Ricardo Castanheira, Conselheiro digital coordenador da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia, Maria da Graça Carvalho, Deputada do Parlamento Europeu e João Santos, Perito Sénior da Direção-Geral do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão da Comissão Europeia.

Do lado da Aliança para a Juventude estiveram presentes Maria do Rosário Vilhena, Diretora de Recursos Humanos da Nestlé Portugal, Teresa Virgínia, Diretora de Marketing e Comunicação da Microsoft Portugal e Margarida Pêgo, Diretora da Escola de Formação Jerónimo Martins.

Debate do evento "Competências Digitais: Chave para o Sucesso"

 

A iniciativa procurou também auscultar as necessidades sentidas pelos universitários e entender as expetativas que os jovens recém-empregados têm quando escolhem o seu empregador. Neste sentido, este momento de debate contou também com os testemunhos de Ricardo Martinho Lopes, Trainee na Nestlé Portugal, e Mónica Pinto, estudante da NOVA SBE.

Dotar os jovens de competências digitais é sem dúvida uma das prioridades assumidas pela União Europeia e, consequentemente por Portugal, mas os especialistas presentes no debate foram unânimes na necessidade de não esquecer neste processo os adultos, que já estão no ativo (250 milhões pessoas no mercado de trabalho na Europa) e que precisam acompanhar o ritmo da digitalização porque a capacitação das competências digitais não é uma questão só para os jovens mas para todos, já que o mercado de trabalho assim o exige.

Realçada foi também a necessidade de formar os jovens em soft skills, cada vez mais importantes num mercado de trabalho global cujas necessidades evoluem a um ritmo acelerado, decorrente também do desenvolvimento das competências digitais.

João Santos defendeu que há a necessidade de alterar a mentalidade das pessoas relativamente ao que podem esperar do sistema de ensino. “As transformações são tão rápidas que o sistema de ensino não consegue acompanhar. É impossível que forme os jovens de modo a que estejam completamente preparados para o mercado de trabalho”, disse o Perito Sénior da Direção-Geral do Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão da Comissão Europeia, acrescentando que terá que existir uma grande transformação no sistema de ensino para que forme os jovens com as competências o mais adequadas possível às necessidades das empresas.

Maria da Graça Carvalho também reforçou que “não podemos deixar que haja um novo fosso na sociedade” ao nível da digitalização e, sustentou que já existe hoje em dia um fosso ao nível do género com apenas 17% de jovens mulheres europeias a quererem seguir uma carreira no digital, pelo que há a necessidade de mostrar que o digital é também uma profissão de mulheres.

Já Ricardo Castanheira reforçou que metade da população na Europa (o mesmo em Portugal) não tem as competências digitais básicas. Atualmente, existem perto de 8 milhões de pessoas na Europa a trabalhar em Tecnologias de Informação e o objetivo é chegar aos 20 milhões, em 10 anos. Neste sentido, o Conselheiro digital coordenador da Representação Permanente de Portugal junto da União Europeia salienta que a Europa não pode ficar para trás (dos Estados Unidos e da China) e tem que apostar na formação e qualificação para as áreas tecnológicas mais avançadas como serviços em nuvem, Big Data ou Inteligência Artificial.

Desde 2014 e até final de 2020, a Aliança para a Juventude criou já mais de 70 mil oportunidades de trabalho, estágio e formação. Em Portugal, a Aliança para a Juventude é composta atualmente por 19 empresas – ALPI Portugal, BA Vidro, BPI, BP, Eurogroup Consulting, Germen, GraphicsLeader, Jerónimo Martins, LIFT World, Logoplaste, Luís Simões, Microsoft, Nestlé Portugal, Portucel, RAR, Saica Pack, Sonae, Transportes Luís Figueiredo, SA, e Vodafone.

No âmbito do seu programa Nestlé needs Youth – com o qual contribuiu para o todo da Aliança – a Nestlé gerou, desde 2014 até hoje, 2.224 oportunidades de emprego, estágios e ações de formação para jovens que procuram iniciar as suas vidas profissionais. O objetivo de apoiar o emprego jovem continua bem vivo e a Nestlé assumiu um novo compromisso para o triénio 2021-2025: a criação de mais 750 oportunidades de trabalho e formação para jovens.

Se não teve oportunidade de assistir ao evento em direto, veja o vídeo: