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Leite é o alimento mais consumido ao pequeno-almoço pelas crianças portuguesas até aos 10 anos

Estudo apresentado na 2ª Conferência Estrelas & Ouriços
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Nov 22, 2019

“Como comem as crianças portuguesas” será o ponto de partida para a conversa entre pediatras, nutricionistas, professores, psicólogos e outros educadores que irão marcar presença na 2ª Conferência Estrelas & Ouriços, a realizar no dia 26 de novembro, na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, das 09h30 às 12H45.

Nesta 2ª Conferência Estrelas & Ouriços será apresentado o estudo ‘Avaliação da Composição do Pequeno-Almoço de Crianças dos 3 aos 10 anos em Portugal’, desenvolvido pela Keypoint, para a Nestlé no âmbito dos 20 anos do programa “Nestlé por Crianças Mais Saudáveis” – um programa de educação alimentar implementado pela Nestlé nas escolas portuguesas em parceria com a Direção-Geral da Educação e que revela que, apesar da importância atribuída pelos pais a esta refeição, nem sempre são tomadas as opções mais saudáveis no que toca ao pequeno-almoço dos seus filhos. 

De acordo com este estudo, a quase totalidade (99,6%) das crianças inquiridas toma o pequeno-almoço diariamente, 95% fá-lo em casa e 90,5% na companhia dos seus familiares. 

O mesmo estudo indica que em 82% dos casos, as crianças são envolvidas na escolha daquilo que vão comer, mas 53% não participa na sua preparação. É, contudo, notório o aumento da participação na escolha do pequeno-almoço e no auxílio da sua preparação com o aumento da faixa etária.

Quando chega a hora de fazer escolhas, os alimentos mais frequentemente consumidos ao pequeno-almoço pelas crianças entre os 3 e os 10 anos incluídas no estudo são o leite (57,2%), o pão (47,2%) e os cereais (31,3%). O alimento mais frequentemente consumido pelas crianças entre os 3 e os 5 anos é sem duvida o leite (67,1%), seguido do pão (38,1%). Já as crianças entre os 6 e os 10 anos consomem mais frequentemente pão ao pequeno-almoço (53,4%) e em seguida leite (50,6%). Em ambos os grupos etários, os cereais são o terceiro alimento consumido com mais frequência (22,4% no grupo [3-5] anos e 36,3% no grupo [6-10] anos).

Verifica-se ainda que menos de um quinto das crianças (17%) consome fruta ao pequeno-almoço e que o consumo de fruta é mais frequente nas crianças cujo pequeno-almoço habitual é apenas leite simples (22%).

Por outro lado, as crianças cujo pequeno-almoço habitual inclui pão (leite simples e pão, ou leite com chocolate e pão), consomem maioritariamente carcaça ou semelhante (74% e 78%, respetivamente) e também habitualmente com manteiga.

Constata-se ainda que os hábitos de pequeno-almoço não mudam ao longo da semana, pelo que no caso da maior parte das crianças incluídas no estudo (71%), o pequeno-almoço que comem durante a semana é igual ao que comem ao fim-de-semana ou nas férias.

De salientar pela positiva que, no que toca à atitude dos pais/cuidadores relativamente à alimentação e à importância atribuída ao pequeno-almoço, os inquiridos atribuem importância máxima – numa escala de 1 a 6 – à primeira refeição do dia, tanto no que diz respeito à saúde (81%), como ao crescimento (79%) e à atenção/concentração da criança (74%). A importância do pequeno-almoço para a atenção/concentração da criança parece ser mais valorizada por pais/cuidadores de crianças em idade de ensino básico (grupo etário dos 6 aos 10 anos de idade).

Através deste estudo, percebemos que a maioria dos pais reconhece a importância desta refeição para a saúde, para o crescimento e para o nível de atenção dos mais pequenos, apesar de nem sempre fazerem as melhores escolhas relativamente à composição do pequeno almoço das suas crianças.”, explica Ana Leonor Perdigão, nutricionista e responsável pelo programa. “É por isso que são fundamentais iniciativas como o ‘Nestlé por Crianças Mais Saudáveis’, que ajudam os mais pequenos a assimilar os conceitos de uma alimentação saudável inserida num estilo de vida ativo e influenciar positivamente as suas famílias no sentido de adotarem hábitos de vida mais saudáveis. Este estudo vem revelar precisamente a importância de prosseguir com o nosso trabalho nas escolas e de continuar a disponibilizar informação aos pais, um trabalho que nunca está terminado e que a Nestlé continuará a partilhar com as escolas portuguesas.”

O estudo, realizado pela Keypoint para a Nestlé, incidiu sobre uma amostra de 1086 indivíduos, representativa da população residente em Portugal, referente a crianças entre os 3 e os 10 anos de idade, através da aplicação de um inquérito presencial aos seus pais e/ou cuidadores.

Mais informações sobre a conferência em: www.conferenciasestrelaseouricos.pt

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