Ação climática nas operações e logística
Embora a maior parte das nossas emissões tenha origem na cadeia de abastecimento agrícola, os esforços desenvolvidos nas nossas operações e as parcerias com fornecedores de serviços logísticos permitem-nos continuar a avançar no caminho para o Net Zero.
Nas nossas operações – que incluem fábricas, centros de I&D e centros de distribuição próprios – estamos a aumentar o recurso a eletricidade proveniente de fontes renováveis. Estamos também a desenvolver parcerias com fornecedores de serviços logísticos para criar uma rede mais eficiente, capaz de apoiar a redução das emissões, ao mesmo tempo que promovemos a redução das emissões de Âmbito 1 nas nossas operações diretas e ganhos de eficiência ao longo de toda a cadeia de valor.
Emissões líquidas zero (net zero)
Em 2019, anunciámos a nossa ambição de atingir emissões líquidas zero de GEE até 2050, o mais tardar. Em 2026, atualizámos o nosso plano com prazos definidos, o Nestlé Roots of Net Zero, que sustenta a estratégia de clima e natureza do nosso Grupo e funciona como o nosso plano de transição alinhado com uma trajetória de 1,5 °C, conforme validado pela Science Based Targets initiative (SBTi). Equilibraremos quaisquer emissões remanescentes através de soluções baseadas na natureza de elevada qualidade, como agrofloresta, silvopastorícia e o restauro de florestas e turfeiras.
O nosso progresso
Eletricidade proveniente de fontes renováveis nas fábricas, centros de I&D e centros de distribuição próprios da Nestlé no final do ano*
Saiba mais na secção Environmental Disclosures do nosso 2025 Non-Financial Statement (pdf, 16Mb).
Aumentar a utilização de eletricidade renovável nas nossas operações
Como parte do nosso compromisso com a transição energética, continuamos a trabalhar para aumentar a utilização de eletricidade proveniente de fontes renováveis nas fábricas, centros de I&D e centros de distribuição próprios da Nestlé. No final de 2025, atingimos os 98,6%.
Saiba mais na secção Environmental Disclosures do nosso 2025 Non-Financial Statement (pdf, 16Mb).
O progresso alcançado reflete desafios relacionados com o aprovisionamento de eletricidade de fonte renovável, incluindo países onde esta ainda não está disponível para compra, bem como a ausência de progressos sistémicos que vão além dos nossos esforços individuais. Estas limitações impediram-nos de atingir o objetivo inicialmente definido de 100%.
A partir de 2026, pretendemos manter anualmente entre 98% e 100% de eletricidade proveniente de fontes renováveis nas fábricas, centros de I&D e centros de distribuição próprios da Nestlé, no final de cada ano.
Continuaremos a recorrer a mecanismos robustos de aquisição para garantir o fornecimento de eletricidade renovável e adaptar-nos às dinâmicas e estruturas de custos dos mercados locais. Entre estes mecanismos incluem-se os Certificados de Atributos Energéticos (incluindo Renewable Energy Certificates (RECs), Guarantees of Origin (GoOs) e International RECs (IRECs), consoante a localização), as green tariffs e os Power Purchase Agreements (PPAs), tanto em instalações próprias como externas.
Certificados de atributos energéticos (CAEs)
Instrumentos contratuais que transmitem informação (atributos) sobre uma unidade de energia, incluindo o recurso utilizado para criar a energia e as emissões de GEE associadas à sua produção e utilização. CAE é um termo genérico que inclui todos os tipos de instrumentos contratuais que atribuem direitos sobre atributos de vários tipos de energia (por ex., gás, eletricidade, energia térmica). Os certificados de energia renovável (CER) são um exemplo de CAE, utilizados por fornecedores e consumidores de eletricidade, que correspondem a um megawatt-hora de eletricidade gerada a partir de fontes renováveis.
Uma tarifa verde é uma estrutura de preços de eletricidade na qual o fornecedor se compromete a fazer corresponder o consumo de eletricidade à energia gerada a partir de fontes de origem renovável.
Contratos de longo prazo nos quais um comprador concorda em adquirir eletricidade a um produtor a um preço e volume previamente acordados durante um período definido, frequentemente para assegurar o fornecimento de energia renovável.
Além de recorrermos a eletricidade proveniente de fontes renováveis, também produzimos parte da eletricidade que consumimos localmente em algumas das nossas fábricas, através de sistemas fotovoltaicos (PV) ou energia eólica. Por exemplo, contamos com uma turbina eólica na fábrica Princess Gate, no Reino Unido, e, em países como Itália, Paquistão, Turquia e Estados Unidos, parte do consumo energético é assegurado por produção própria através de painéis fotovoltaicos.
Redução das emissões na logística
Ao longo dos últimos cinco anos, temos trabalhado em estreita colaboração com os nossos parceiros logísticos para maximizar as oportunidades de redução de emissões, à medida que continuamos a desenvolver uma rede logística mais eficiente para a Nestlé.
Através da otimização da logística, da maximização da utilização do espaço nos veículos, da eletrificação da frota e do aumento da utilização de combustíveis com menores emissões, temos vindo a atuar em toda a nossa cadeia de abastecimento global. Alguns exemplos incluem:
- Nestlé Itália está a colaborar com agricultores para aproveitar estrume e resíduos agrícolas na produção de biogás, utilizado posteriormente nos veículos pesados da empresa.
- Nestlé Índia juntou-se a outras 14 empresas na iniciativa Zero Emission Vehicles Emerging Markets Initiative, com o objetivo de acelerar a eletrificação do mercado de camiões na Índia.
- Nestlé Reino Unido e Irlanda testou a utilização de comboios de mercadorias de dupla altura (double-stacked rail) em parceria com um retalhista, uma solução com potencial para retirar até 76 veículos pesados de mercadorias das estradas.
- Nestlé Tailândia realizou, em 2023, um projeto-piloto com camiões de transporte movidos exclusivamente a energia elétrica para distribuir produtos das fábricas para centros de distribuição e lojas.
- Nestlé Alemanha mantém uma parceria com a empresa sennder desde 2021. Nos últimos três anos, esta colaboração permitiu realizar mais de 3 000 cargas utilizando biocombustível HVO100 e camiões elétricos, resultando numa redução reportada superior a 2 000 toneladas de CO₂e.


