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“Income Accelerator Program”

Income Accelerator Program

Por um cacau melhor e por uma vida melhor. Este podia bem ser o lema do Nestlé Cocoa Plan. Já lá vão 13 anos desde o nascimento deste programa que visa ajudar a melhorar a vida dos agricultores da cadeia de abastecimento de cacau, e ao mesmo tempo abordar questões como práticas agrícolas e o combate à desflorestação, além, claro, da capacitação das mulheres e eliminação do trabalho infantil.

Desde 2009 que a Nestlé tem vindo a tentar construir um futuro melhor para os produtores de cacau, produzindo cacau de alta qualidade, claro. E este ano, damos a conhecer um novo programa, o “Income Accelerator Program”, em que vamos ainda mais além.

 

Inovador e progressivo no que toca à ligação da Nestlé às origens, é assim este programa que foi lançado no início deste ano de 2022, em janeiro, junto de 10 mil famílias na Costa do Marfim. Um programa que pretende, através de apoios financeiros – mas não só – trazer um novo fôlego a estas famílias que produzem cacau na Costa do Marfim. “Este programa vem trabalhar no combate ao trabalho infantil nas plantações e fazer uma ligação mais direta da Nestlé aos produtores de cacau através de um sistema de incentivos, com a ajuda de muitas ONG’s por forma a garantir a melhoria do rendimento disponível dos produtores”, começa por explicar Bruno Martiniano, Business Development Manager Confectionery & Food da Nestlé Portugal.

Além dos incentivos, este é um programa que aposta ainda na formação, informação, e no trabalho direto com as mulheres destes produtores, apresentando-lhes formas de subsistência alternativas, na parte da regeneração agrícola. Assim, é possível “não só melhorar o nível de vida destes produtores, mas também melhorar a rastreabilidade do cacau recebido e garantir que ele não tem nenhuma origem em trabalho infantil”, acrescenta o responsável. E continua: “E até garantir a sustentabilidade para o futuro, e a melhoria do cacau e das plantações, por forma a tornar a matéria-prima ainda melhor para o futuro.” Todo este apoio conta ainda com a ajuda de várias ONG’s no terreno, como é o caso da Rainforest Alliance, que permitem assim fazer o controlo de todo este sistema, de forma a garantir que tudo de facto acontece no terreno.

Produtor de cacau

 

O “Income Accelerator Program” – que atua agora junto de 10 mil famílias – tem como base uma experiência feita em 2020, com cerca de mil famílias, também na Costa do Marfim. “Foi uma experiência que teve resultados bastante positivos. Houve aqui uma afinação de todo o sistema, da forma de chegar direto, dos pagamentos, para garantir que são feitos, e que não se perdem no caminho nesta ligação. E como houve uma melhoria significativa, não só do nível de vida, na questão de as crianças irem à escola, e até da própria produtividade destes produtores que participaram neste piloto, foi agora lançado o programa com base nessa experiência”, afirma o Business Development Manager Confectionery & Food da Nestlé Portugal.

Mas a Nestlé não fica por aqui, como nos confessa Bruno: “O objetivo é começar na Costa do Marfim, e continuar a alargar ainda a mais famílias ao longo deste e do próximo ano, e depois poder alargar ao Gana. São os dois principais produtores de cacau. E assim, ter um espectro ainda maior de pessoas impactadas pelo programa.”

 

Fazer um cacau melhor começa com a melhoria da vida das pessoas que o cultivam

Porque para fazer um ótimo chocolate – e vendê-lo, claro está – é preciso um ótimo cacau. Mas a vida destes produtores, responsáveis por essa qualidade, é tudo menos fácil. “Como sabemos, o nível de vida nestes países é bastante baixo, com muito nível de pobreza, com muito nível de alguma iliteracia”, diz o responsável. “Este programa não vai resolver o tema por completo, mas permite, pelo menos, ajudar a dar um passo direto, não através de governos, que sabemos que são muito instáveis e podem mudar, mas através de uma forma direta da Nestlé e das ONG’s, por forma a começar a mudar um pouco esta mentalidade e a aumentar o espectro de pessoas que podem beneficiar dela. Não resolve tudo, mas ajuda a melhorar o problema e acima de tudo, acho que a parte mais importante é toda esta parte da formação e da informação dada que é algo que perdura mais no tempo do que a parte do dinheiro em si”, refere Bruno Martiniano, que trabalha na Nestlé desde 2015.

E claro que, para Bruno, poder fazer parte de um projeto destes não podia deixá-lo mais orgulhoso. “Creio que ter uma estrutura por trás que nos permite trabalhar marcas que realmente podemos dizer que são sustentáveis é absolutamente fantástico”, admite. “Para mim é um orgulho, sei que por trás está um trabalho gigante. Não estamos a falar da Europa, implica a gestão de muitos stakeholders, muitas organizações pelo meio, mas permite-nos ter orgulho naquilo que fazemos e permite-nos também trabalhar marcas com um propósito e com um papel na sociedade, não só cá, mas também no mundo inteiro, que é, não só, um orgulho, como também nos permite trabalhar todos os dias com um sorriso e uma vontade ainda maior de trabalhar estas marcas”, acrescenta, dizendo ainda que: “É saber que vamos ajudar várias comunidades no mundo... e é muito bom poder trabalhar assim. É um orgulho saber que quando comemos um chocolate da Nestlé, por trás está este tipo de apoio. É algo que nos deixa muito felizes.”

Criança

 

Ora, e para a implementação deste programa está previsto um investimento de 1,3 biliões de francos suíços (cerca de 1,2 mil milhões de euros), até 2030. Nos primeiros dois anos, o objetivo é entregar cerca de 500 francos suíços e acelerar um pouco no início a parte do recebimento possível por parte de cada família. Isto porque estamos a falar de famílias que recebem muito pouco pela sua produção normal e venda governamental, com base nas condições do país. “Assim, as próprias famílias podem investir na própria aceleração da sua produção, e nas práticas regenerativas da plantação, como árvores de sombra, que são muito importantes para garantir a proteção do calor ao cacau”, explica Bruno que acrescenta que, numa fase posterior, o programa vai estabilizar nos 250 francos suíços.

Para a implementação deste programa está previsto um investimento de cerca de 1,2 mil milhões de euros, até 2030.

Mas este programa vai além do investimento, em dinheiro, propriamente dito. “Há ainda a disponibilização de formação, o trabalho com o produtor e a família também, e a garantia que este valor só é pago mediante determinados pressupostos, e um dos quais é que as crianças dos 6 aos 16 anos vão à escola, e que não haja a tentação, por assim dizer, que entrem no trabalho familiar. E assim possam ter formação, a pensar no futuro, e até nos negócios dessas famílias. É um plano a bastantes anos, e que garante que não é algo que só acontece agora”, explica o responsável.

 

“Income Accelerator Program” como ferramenta na criação de igualdade de género

Este programa tem ainda um grande objetivo, que resulta de um trabalho direto feito com as mulheres destes produtores para garantir esta igualdade. “Terão, também elas, formação sobre outras formas de orçamento familiar, que podem ser complementares ao cacau, para não haver uma dependência tão grande da produção”, nomeia Bruno. Por exemplo, estas mulheres estão a receber formação sobre outras práticas de agricultura, criação de animais, microcrédito, entre outras formas de empreendedorismo, para que, também elas, façam parte da subsistência da família. O objetivo final é que existam, nestas famílias, formas alternativas de obter rendimentos complementares para que haja menos dependência do cacau. “Não é só dar o peixe, é preciso ensinar a pescar. Para que estas famílias possam encontrar formas alternativas de rendimento e melhorar o seu nível de vida”, conclui Bruno sobre o tema.

Mulheres

 

O “Income Accelerator Program” surge no âmbito do já existente Nestlé Cocoa Plan, que, desde cedo, teve logo uma curva de melhoria de dados no que toca à redução do trabalho infantil. Uma curva rápida, mas que depois estabilizou. E por isso mesmo, surge este novo programa. “Isto é um aprofundar, e um ir mais longe porque através dos governos não se conseguia fazer muito mais. No fundo, este programa permite ir mais longe para que possamos dizer aos nossos consumidores e dar-lhes essa garantia que não existe mesmo trabalho infantil”, diz Bruno Martiniano. E acrescenta: “Um dos nossos objetivos deste programa é garantir que, a partir do próximo ano, possamos dizer que na produção do nosso cacau não existe trabalho infantil. Aí podemos dizer aos nossos consumidores que quando comem um KITKAT, por exemplo, que nós sabemos que vem de cacau 100% sustentável onde não existe este tipo de problemática. Penso que é um passo muito grande. Já não é o “nós fazemos tudo para”, mas sim o “nós podemos garantir”. E eu creio que estes é um dos grandes benefícios na comunicação”, conclui.

 

Como é que a Nestlé está a combater o trabalho infantil?

Estamos empenhados em colaborar com os nossos fornecedores e comunidades locais para prevenir e mitigar os riscos de trabalho infantil na nossa cadeia de abastecimento. Saiba mais em: Saiba como é que a Nestlé está a combater o trabalho infantil

 

10.000
famílias da Costa do Marfim recebem o apoio através deste plano

 

1,2
mil milhões de euros até 2030 é o investimento previsto para este programa

 

160
mil famílias até 2030
 
Objetivo até 2023
Garantir que não existe trabalho infantil nas plantações de cacau.