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Parceria entre Nestlé e Faculdade de Ciências e Tecnologia

Investigar e inovar em sustentabilidade 
Bio Building

Depois das parcerias com a NOVA School of Business and Economics, através do programa de inovação Nestlé Start and CO, e com a NOVA Medical School, no âmbito do projeto Cereals for All, a Nestlé continua a apostar na investigação em sustentabilidade, e traz novidades.

É já longa a parceria que a Nestlé mantém com a Universidade NOVA, e mais recentemente foi a vez de alargar a cooperação na investigação e inovação em sustentabilidade à Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT NOVA). Em causa está o projeto Nestlé Bio Building, uma iniciativa pioneira na Nestlé, a nível mundial, que se materializou em 2021, na instalação de um biorreator de microalgas no edifício sede da companhia em Portugal. Os principais objetivos passam, claro, pela melhoria da sustentabilidade do edifício e ainda a melhoria da qualidade do ar interior, através da fixação de carbono e produção de oxigénio.

É juntando o conhecimento científico aos desafios das empresas que se vai criando esta relação duradoura que tem trazido frutos. O projeto Nestlé Bio Building é um claro exemplo desse sucesso.

Como resultado da parceria entre a Nestlé e a FCT, está assim em curso uma dissertação de mestrado, subordinada ao tema “Biotecnologia de microalgas para aumento da eficiência energética em edifícios: caso estudo do biorreator de algas do edifício sede da Nestlé Portugal” e ainda uma outra com o objetivo de investigar sobre a possibilidade de produção de materiais de embalagem a partir da biomassa produzida por este biorreator. Esta última dissertação tem como tema “Filmes/Revestimentos edíveis para a aplicação em hambúrgueres de frango”, do Mestrado em Tecnologia e Segurança Alimentar.

Microalgae Bio-Buildings

Microalgae Bio-Buildings

O “Microalgae Bio-Buildings” é uma ideia de Hugo Silva, Iberian Sustainability Specialist da Nestlé Portugal, que está a acompanhar de perto o funcionamento deste biorreator, estudando a forma como os índices de sustentabilidade do edifício da Nestlé Portugal, onde está sediado, estão a ser reforçados pela presença destas microalgas. “Depois de uma pesquisa intensa da minha parte de como poderia participar neste desafio, descobri que mais de 50% da absorção de CO2 que existe no planeta Terra, dá-se através das algas que existem nos oceanos. E questionei-me: “Como poderia trazer este potencial das algas para Nestlé?”, começa por explicar Hugo Silva, criador do projeto Bio Building. “Trazendo o potencial das algas para melhorar a qualidade do ar no nosso edifício e com a biomassa estamos a testar diversas formas de a aplicar e trazer valor acrescentado para a nossa cadeia de valor”, acrescenta.

Além da melhoria da qualidade do ar, outro dos objetivos deste projeto passa por testar o potencial de melhora da eficiência energética do edifício. “Este reator forma uma ‘cortina natural’ numa grande fachada de vidro, que permite reduzir a incidência solar e, por conseguinte, reduzir o aquecimento do edifício, reduzido assim também a necessidade do uso de ar condicionado”, explica Hugo.

“Mas as valências das microalgas utilizadas neste bioreactor (spirulina) vão ainda mais longe, podendo ser também utilizadas para produzir bioplásticos ou ainda como fertilizante de solos. Para isso, estabelecemos uma parceria com a FCT para nos ajudar nestes estudos e técnicas de aplicação de algas”, refere ainda o criador do projeto.

O programa InGenius abriu-me portas para sonhar e trazer uma nova tecnologia, ideia e projeto para a Nestlé, testando-a. Uma prova clara em como a Nestlé pretende inovar e dar oportunidades aos seus Colaboradores de evoluir profissionalmente.

Hugo Silva, criador do projeto Bio Building

Juntar Ciência aos desafios da empresa

O conhecimento científico e os desafios da empresa andam de mãos dadas nesta parceria que permite assim aos estudantes de mestrado encontrarem na Nestlé o ambiente propício para desenvolverem as suas dissertações. “O balanço tem sido bastante positivo e com resultados para ambas as partes”, começa por dizer Marta Martins, professora do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da NOVA.

E por isso mesmo, a recetividade dos estudantes a estas oportunidades “é enorme”, confirma ainda. “O desenvolvimento de trabalho académico pelos estudantes, no seio das empresas, constitui a sua primeira oportunidade de contacto com o contexto do mundo empresarial, que apresenta novos desafios aos estudantes, tanto a nível pessoal como profissional. Desta forma, estas oportunidades vêm acrescentar novas competências aos estudantes”, refere ainda a professora. “Como docente é com muito orgulho que vejo os meus estudantes evoluírem e adquirirem novas competências que os tornam mais preparados para o futuro”, afirma Marta Martins.

Marta Martins, professora do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da FCT da NOVA
O desenvolvimento de trabalho académico pelos estudantes, no seio das empresas, constitui a sua primeira oportunidade de contacto com o contexto do mundo empresarial.

Marta Martins, professora do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente da FCT da NOVA

E claro que para Hugo Silva, ver o seu projeto ganhar vida só o pode deixar muito feliz: “O balanço é bastante positivo. A receção dos nossos colaboradores quanto a esta iniciativa assim como o seu interesse em saber mais sobre sustentabilidade em geral também foram um dos pontos positivos da instalação desde equipamento no nosso edifício.” E acrescenta: “A nível pessoal tem sido uma grande aprendizagem e oportunidade de desenvolvimento. Este projeto possibilitou-me desenvolver e aprender mais sobre empreendedorismo e a Nestlé e o programa InGenius abriu-me portas para sonhar e trazer uma nova tecnologia, ideia e projeto para a Nestlé testando-a. Uma prova clara em como a Nestlé pretende inovar e dar oportunidades aos seus colaboradores de evoluir profissionalmente.”

O que faz um biorreator de microalgas?
Melhora a qualidade do ar interior, através da fixação de carbono e produção de oxigénio. Esta tecnologia tem uma capacidade de absorver cerca de 7,3 kg de dióxido de carbono e de produzir cerca de 5,5 kg de oxigénio, anualmente, possibilitando ainda a produção de 30 kg de biomassa.

Nestlé Bio Builing
O projeto Nestlé Bio Builing nasceu através do InGenius (Global Employee Innovation Accelerator da Nestlé), uma plataforma de criação de crowdsourcing, em que já participaram mais de 75.000 Colaboradores da Nestlé, que geraram 8.800 novas ideias.